“Me vejo na pele de um menino aos oito anos de idade, sendo questionado sobre seu futuro; “o que queres ser quando crescer?”, posso ainda escolher? Claro que sim, respondi com toda a certeza do mundo — quero ser um super-herói, quero voar além das nuvens. Futuramente não sabia que dispersaria novamente a curiosidade alheia, perguntaram-me aos doze anos; “ainda queres ser herói?” — respondi que sim, quero realmente ser um herói de verdade, mas ainda não decidi, talvez serei um grande médico ou quem sabe um policial respeitado, mas nada me tirava da cabeça ser “gente grande”, há, isso me fascinava loucamente ao tentar desvendar o mistério da minha imaginação. E cheguei como um intruso, parecia ser tão bom mandar em você mesmo que nem me alto convidei para entrar na minha liberdade, mas onde ela está? Não a encontrei e olha que eu procurei em cada canto cuidadosamente, e foi nessa procura a “liberdade” que me aborreci, chutei o balde, gritei e fui sem educação com todos, até comigo mesmo. Que vida é essa? Você trabalha todos os dias, e ao chegar cansado em casa ainda tem que dá explicações para você por nada na vida fazer sentido nesses tempos, em qual sentido eu vivo? Acho que do lado oposto que imaginei, só pode!
Quero que se dane essa vida, a próxima e as que vierem também, não aceito respirar desse modo, preso dentro de mim. Eu estava certo, nunca deveria ter mudado o meu querer, porque hoje eu seria um super-herói e estaria vagando por ai, e se eu pudesse voltar ao tempo, bem lá na época da minha felicidade diária, onde ser criança parecia ser tão chato e o mundo me perguntasse: já decidiu o que vai ser quando crescer? Eu irei responder ironicamente — você é oque imaginou ser? não? pois bem, quero ser uma eterna criança.”
Quero que se dane essa vida, a próxima e as que vierem também, não aceito respirar desse modo, preso dentro de mim. Eu estava certo, nunca deveria ter mudado o meu querer, porque hoje eu seria um super-herói e estaria vagando por ai, e se eu pudesse voltar ao tempo, bem lá na época da minha felicidade diária, onde ser criança parecia ser tão chato e o mundo me perguntasse: já decidiu o que vai ser quando crescer? Eu irei responder ironicamente — você é oque imaginou ser? não? pois bem, quero ser uma eterna criança.”
— Wilkeer Souza. (via insatiabilis)




